segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Jessier querino...eita cabra sabido



Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis. Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras. Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD ), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e Paisagem de Interior 2”, o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife - além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.
Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.
Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.
Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão clássico), André Correia (violino) e Matheus Quirino (percussão). Os músicos Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais elaborados.Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário. Sobre Jessier, disse o poeta e ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do valor estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."


Depois da publicação do primeiro livro em 1996, pelas Edições Bagaço do Recife, o poeta vem defendendo sua poesia a golpes de declamações em tons solenes e brincativos, fato que já lhe rendeu fama e respeitabilidade no meio artístico e literário. Atualmente concilia sua condição de arquiteto autônomo, com uma agenda artística de vôos cada vez maiores, espalhando nordestinidade Brasil a fora.Espetáculos em convenções. Principais empresas:ChesfFiat do BrasilVolkswagen do BrasilBanco do BrasilBanco do NordesteSenaiSesc - SenacFederação das Industrias – PB, PE.Coca-Cola - BrasíliaSebrae – BrasíliaMinistério Público - PE.AMATRA - PEAMEP - PEHospital Esperança - RecifeCachaça Carvalheira - RecifePitúIquiniCopergásConf. Nac. dos Transportes de CargaEmbasa – BA.Detran – PEEmaterEmbrapaColégio Motiva – PBCentro de Ensino Integrado – NatalTribunal de Contas da União - PBTribunal de Justiça - PBColégio EquipeFOOCA- OlindaUFPBUFPEUFRPE
Entre lançamentos de livros, espetáculos e recitais para convenções de empresas e ou encontros de repentistas e atividades culturais, podemos destacar algumas, quais sejam:Teatro Guararapes - Recife nos dos 77 anos do Jornal do Comércio.Teatro Guararapes – Recife Congresso para Senai – Olimpíada do Conhecimneto. I Feira Internacional do Livro - Centro de convenções Recife.II Feira Internacional do livro - centro de convençõesXIII Congresso Brasileiro de Teoria e Crítica Literária. - Campina GrandeRecital no teatro do transatlântico Mrs.Leeward em cruzeiro marítimo, para a convenção da ABRACAF ( Assoc. bras. de conc. Fiat )Recital no Espaço Brasil - hall da embaixada brasileira em Barcelona na Espanha.Teatro Guararapes - convenção do Bureau Jurídico de Pernambuco.Encontro da Justiça do Trabalho de Pernambuco AMATRA - Hotel Blue Tree Park Pe. Além de outros shows para a justiça do trabalho.Congresso - Brasil de Campeões - Banco do Brasil - Costa de Sauípe Ba.Congresso da AMEPRecital para amigos do Hospital do Coração em São Paulo. Salão de eventos da Churrascaria Rubayat Alameda Santos SP.Recital para Confraria Maurício de Nassau SP.Recital para o Clube de Campo de São Paulo - Interlagos SP.Recital de confraternização da CocaCola do Brasil - Casa da CocaCola lago sul BrasíliaRecital de confraternização SEBRAE - Espaço Flamboyan Brasília.Recitais em congressos de repentistas, aulas espetáculos em colégios e universidades, programas de rádio e TV.Espetáculos: Teatro Santa Rosa – João PessoaTeatro Paulo Pontes – João PessoaTeatro Santa Isabel – RecifeTeatro do Parque – RecifeTeatro Alberto Maranhão – NatalTeatro Valdemar de Oliveira - RecifeTeatro Deodoro – MaceióTerras de Santa Fé – GravatáMemorial Pe. Cícero – JuazeiroFestival de Artes de Areia - PB
Sem falar nos shows que faz na Ladeira da Encrenca para: Aderaldo Pé de Rodo, Naninha Gorda, Nenem de Fandinga, Mané Gago, Chico Onça, Cega Damiana, Pêdo Balaeiro, Branca Pereira, Pedro Coisa, Zé Bonzinho, Mané Gaiato, Preto de Paulista Pinto, Severinim Pomba Triste, Buizinha do Oião, Biu Rosemblit, Luiz Perdoe, Nambú de Zoroasto, Tõe Farinheiro e Urêa de Radar;

Vou-me embora pro passado
Jessier Quirino"No rastro da Bandeira de Manuel"

Vou-me embora pro passadoLá sou amigo do reiLá tem coisas "daqui, ó!"Roy Rogers, Buc JonesRock Lane, Dóris DayVou-me embora pro passado.Vou-me embora pro passadoPorque lá, é outro astralLá tem carros VemaguetJeep Willes, MaverickTem Gordine, tem BuickTem Candango e tem Rural.Lá dançarei TwistHully-Gully, Iê-iê-iêLá é uma brasa mora!Só você vendo pra crêAssistirei Rim Tim TimOu mesmo Jinne é um GênioVestirei calças de NycronFaroeste ou DurabemTecidos sanforizadosTergal, Percal e BanlonVerei lances de anáguaCombinação, califonEscutarei Al Di LáDominiqui Niqui NiquiMe fartarei de GrapetteNa farra dos piqueniquesVou-me embora pro passado.No passado tem Jerônimo Aquele Herói do SertãoTem Coronel LudugeroCom Otrope em discussãoTem passeio de LambretaDe Vespa, de BerlinetaMarinete e Lotação.Quando toca Pata PataCantam a versão musical"Tá Com a Pulga na Cueca"E dançam a música sapecaÔ Papa Hum Mau MauTem a turma prafrentexCantando Banho de LuaTem bundeira e piniqueira Dando sopa pela ruaVou-me embora pro passado.Vou-me embora pro passadoQue o passado é bom demais!Lá tem meninas "quebrando"Ao cruzar com um rapazElas cheiram a Pó de ArrozDa Cachemere BouquetCoty ou Royal BriarColocam Rouge e LaquêEnglish Lavanda AtkinsonsOu Helena RubinsteinSaem de saia plissadaOu de vestido TubinhoCom jeitinho encabuladoFlertando bem de fininho.E lá no cinema RexSe vê broto a namorarDe mão dada com o guriCom vestido de organdiCom gola de tafetá.Os homens lá do passadoSó andam tudo tinindoDe linho DiagonalCamisas Lunfor, a talSapato Clark de cromoOu Passo-Doble esportivoOu Fox do bico finoDe camisas Volta ao MundoCaneta Shafers no bolsoOu Parker 51Só cheirando a Áqua VelvaA sabonete GessyOu Lifebouy, EucalolE junto com o espelhinhoPente Pantera ou FlamengoE uma trunfinha no quengoCintilante como o sol.Vou-me embora pro passado Lá tem tudo que há de bom!Os mais velhos inda usam Sapatos branco e marrom E chapéu de aba largaRamenzone ou Cury LuxoOuvindo Besame MuchoSolfejando a meio tom.No passado é outra história!Outra civilização...Tem Alvarenga e Ranchinho Tem Jararaca e RatinhoAprontando a gozaçãoTem assustado à VermuthAo som de Valdir CalmonTem Long-Play da MocamboMas Rosenblit é o bomTem Albertinho LimontaTem também Mamãe DoloresMarcelino Pão e VinhoTem Bat Masterson, tem LesseTúnel do Tempo, tem ZorroNão se vê tantos horrores.Lá no passado tem corso Lança perfume RodouroGeladeira KelvinatorTem rádio com olho mágicoABC a voz de ouroSe ouve Carlos GalhardoEm Audições MusicaisPiano ao cair da tardeCancioneiro de SucessoTem também Repórter EssoCom notícias atuais.Tem petisqueiro e bufê Junto à mesa de jantarTem bisqüit e bibelôTem louça de toda corBule de ágata, alguidarSe brinca de cabra cegaDe drama, de garrafãoCamoniboi, balinheiraDe rolimã na ladeiraDe rasteira e de pinhão.Lá, também tem radiola De madeira e baquelita Lá se faz caligrafiaPra modelar a escritaSe estuda a tabuadaDe Teobaldo MirandaOu na Cartilha do PovoLendo Vovô Viu o Ovo E a palmatória é quem manda.Tem na revista O Cruzeiro A beleza femininaTem misse botando bancaCom seu maiô de elancaO famoso CatalinaTem cigarros YolandaContinental e AstóriaTem o Conga Sete VidasTem brilhantina GlostoraEscovas Tek, FrisanteRelógio Eterna MaticCom 24 rubisPontual a toda hora.Se ouve página sonora Na voz de Ângela Maria"— Será que sou feia?— Não é não senhor!— Então eu sou linda?— Você é um amor!..."Quando não querem a paqueraMulheres falam: "Passando,Que é pra não enganchar!""Achou ruim dê um jeitim!""Pise na flor e amasse!"E AI e POFE! e quizilaMas o homem não cochilaPassa o pano com o olharSe ela toma PostafenQue é pra bunda aumentarEle empina o polegarFaz sinal de "tudo X"E sai dizendo "Ô Maré!Todo boy, mancando o péInsistindo em conquistar.No passado tem remédioPra quando se precisarLá tem Doutor de famíliaQue tem prazer de curarLá tem Água RubinatMel Poejo e AsmapanBromil e CapivarolArnica, PhimatosanRegulador XavierTem Saúde da MulherTem Aguardente AlemãTem também CapilotonPentid e TerebentinaXarope de Limão BraboPílulas de Vida do Dr. RossTem também aqui pra nósUma tal Robusterina A saúde feminina.Vou-me embora pro passadoPra não viver sufocadoPra não morrer poluídoPra não morar enjauladoLá não se vê violênciaNem droga nem tanto mauNão se vê tanto barulhoNem asfalto nem entulhoNo passado é outro astralSe eu tiver qualquer saudadeEscreverei pro presenteE quando eu estiver cansadoDa jornada, do batenteTerei uma cama PatenteDaquelas do selo azulNum quarto calmo e seguroOnde ali descansareiLá sou amigo do reiLá, tem muito mais futuroVou-me embora pro passado

(N.A. Poema inspirado na leitura do livro Memorial de Marco Polo Guimarães, Edições Bagaço; em conversa antiga; e em outros poemas meus.)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Grupos culturais de Parelhas
























FECAP:UMA HISTÓRIA DE RESGATE E VALORIZAÇÃO DOS GRUPOS CULTURAIS DE PARELHAS

Idealizado há 12 anos pelos educadores Espedito Cardoso e Helena Meira,juntamente com outros colaboradores o FECAP- FESTIVAL CULTURAL ARTISTICO DE PARELHAS torno-se uma referência quando se trata em cultura em Parelhas e região.
Realizado todos os anos no ginásio de esportes Ovidio Dantas,local de grandes acontecimentos e palco de grupos e artistas,onde todos tem a oportunidade de mostrar seus valores e ambos teram uma noite dedicadas aos mesmos.
Abordando sempre temas da campanha da fraternidade,os grupos expõem toda sua criatividade e executam um trabalho realizado durante todo o ano de preparação.
Por mais de uma década Parelhas viu nascer grupos culturais que é orgulho para todos nós,que são lembrados e aplaudidos pela qualidade e profissionalismo,grupos como o "BRILHO DE ESTRELAS" do caic com o seu inesquecivel TANGO, "MF BOYS","COMPANHIA DE TEATRO E DANÇA SERVOS DA ARTE",grupo "CORPO EM CENA","SÓ DANÇA DO BAIRRO SÃO SEBASTIÃO",'"ARTE NA DANÇA DO BARÃO DO RIO BRANCO" e dentre outros que jamais sairão de nossa memória.
Há aqueles que com muita coragem permanecem na luta e tem o reconhecimento do público, o grupo de dança "BRASILEIRINHOS MULTI-MISTURA da escola Arnaldo bezerra,que já perteceu a escola Felipe Bittencourt e que hoje é um patrimônio do municipio ,se apresenta em todos os eventos no municipio e em outras cidades,conhecido pelo figurino e coriografias muito bem acabadas e perfeita apresentação o grupo é veterano no Fecap sendo campeão po 4 vezes,inclusive no último realizado em Janeiro de 2008.

Parelhas tambem é destaque na época junina com suas quadrilhas estilizadas:"ARRAIÁ ESTRELA NORDESTINA "que traz em seu pouco tempo de existência varios titulos como campeã do Fecap 2002,finalista nos concursos de Currais novos e Cruzeta e por duas vezes classificada entre as 30 melhores quadrilhas do estado na Inte tv cabugi.nos anos de 2005 e 2007,e o "ARRAIÁ BRILHO DO SERTÃO" que conquista o público com seus temas diferentes e criativos,finalista em Curriais novos e primeiro lugar no concurso da tv ponta negra,destaque tambem para o ano de 2006 com tema "circo no são joão".

PIONEIRISMO E ARTE TEATRAL

Juntamente com o Fecap,surgiu no ano de 1996 o grupo de teatro "SONHO DE IGUALDADE",antes formados por alunos da escola municipal Inácio Miranda no bairro são sebastião.
O grupo segue sempre em transformação,abordando temas em sua peças teatrais que levam sempre mensagens e presta serviço a comunidade,teve sua primeira formação pelos jovens: Antônio,Fatima Souza,Erinaldo,dentre outros.
o grupo atualmente tem na coordenação dos jovens Josivan Alves e Jeane Azevedo, compaheiros e colaboradores Rozenilda,Fraciane,Lucileide, Roberto,Aldo e parceiros,claro contando sempre com o auxilio pioneiro da professora Helena Meira.


ASSOCIAÇÕES DE CULTURA

Do movimento do Fecap foi criada a ADECAP- ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL ARTISTICO DE PARELHAS que tem como presidente a pedagoga Jeane Azevedo,a mesma surgiu para fortalecer ainda mais a arte parelhense ,dando suporte nos projetos enviados aos orgão públicos e privados.

ASSOCIAÇÃO COMUNITARIA AMIGOS DA CASA DE CULTURA PALÁCIO FLORÊNCIO LUCIANO que tem a frente a professora Helena Meira e artistas de diversas áreas da cultura,seu objetivo e´manter viva a chama da cultura em Parelhas,a associação almeja conquistar o tão sonhado ponto de cultura,investimento do governo federal e estadual em parceria com a fundação José Augusto.


Observação: o Fecap é um evento realizado por artistas e parceiros como o comercio e intidades não governamentais,voluntarios que á anos com muito esforço fazem acontecer omencionado festival.

domingo, 2 de novembro de 2008

filosofia.....FILHO DO DONO..Flavio José

NÃO SOU PROFETA
NEM TÃO POUCO VISIONÁRIO
MAS O DIÁRIO
DESSE MUNDO TÁ NA CARA
UM VIAJANTE
NA BOLÉIA DO DESTINO
SOU MAIS UM FIO
DA TESOURA E DA NAVALHA
LEVANDO A VIDA
TIRO VERSO DA CARTOLA
CHORA VIOLA
NESSE MUNDO SEM AMOR
DESIGUALDADE
RIMA COM HIPOCRISIA
NÃO TEM VERSO NEM POESIA
QUE CONSOLE UM CANTADOR
A NATUREZA NA FUMAÇA SE MISTURA
MORRE A CRIATURA
E O PLANETA SENTE A DOR
O DESESPERO
NO OLHAR DE UMA CRIANÇA
A HUMANIDADE
FECHA OS OLHOS PRA NÃO VER
TELEVISÃO DE FANTASIA
E VIOLÊNCIA, AUMENTA O CRIME
CRESCE A FOME DO PODER
BOI COM SEDE BEBE LAMA
BARRIGA SECA NÃO DÁ SONO
EU NÃO SOU DONO DO MUNDO
MAS TENHO CULPA, PORQUE SOU
FILHO DO DONO. (BIS)

essa é demais......

FOI NUMA PÉTALA
ARRANCADA DE UMA FLOR
QUE ESCREVI
OS VERSOS DO MEU CORAÇÃO
OLHANDO PRA CALIGRAFIA QUE FICOU
LEMBREI DO TEMPO
QUE PASSEI NO MEU SERTÃO
E NA LEMBRANÇA
DOS CAMINHOS QUE VIVI
PASSEI BATIDO
NAUFRAGUEI NA ILUSÃO
FOI RELEMBRANDO
O MEU PASSADO QUE EU SENTI
O TEMPO TODO
QUE EU NÃO VIA UMA RAZÃO
TODA A MINHA VIDA
TODOS SÓ CAMINHOS
NÃO QUERIAM DAR EM NADA
E HOJE TRAGO DENTRO DO MEU PEITO
TODA ESSA VONTADE DE CANTAR
EU NÃO SEI PORQUE
NEM PORQUE SERÁ
DESDE O TEMPO DE MENINO
LUTO PRA VIVER
VIVO PRA LUTAR
VOU SEGUINDO O MEU DESTINO
E COMECEI A CANTAR XOTE
E A RODAR PELO PAÍS
ACOMPANHADO DO MEU FOLE
FOI TUDO O QUE EU SEMPRE QUIS
E HOJE CANTO O MEU NORDESTE
E VIVO LEVANTANDO PÓ
FALE QUEM QUISER
EU NÃO FICO SÓ
TÔ COM MEU FORRÓ


Flavio José

a verdade de Flavio josé

Se avexe não...Amanhã pode acontecer tudoInclusive nada.Se avexe não...A lagarta rastejaAté o dia em que cria asas.Se avexe não...Que a burrinha da felicidadeNunca se atrasa.Se avexe não...Amanhã ela páraNa porta da tua casaSe avexe não...Toda caminhada começaNo primeiro passoA natureza não tem pressaSegue seu compassoInexoravelmente chega lá...Se avexe não...Observe quem vaiSubindo a ladeiraSeja princesa, seja lavadeira...Pra ir mais altoVai ter que suar.

o canto nobre de Patativa do Assaré







Patativa do Assaré e seus 90 verões de gorjeio poético
As penas plúmbeas, as asas e cauda pretas da patativa, pássaro de canto enternecedor que habita as caatingas e matas do Nordeste brasileiro, batizaram poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido em todo o Brasil como Patativa do Assaré, referência ao município que nasceu. Analfabeto "sem saber as letra onde mora ", como diz num de seus poemas, sua projeção em todo o Brasil se iniciou na década de 50, a partir da regravação de "Triste Partida", toada de retirante gravada por Luiz Gonzaga.
Filho do agricultor Pedro Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva, Patativa do Assaré veio ao mundo no dia 9 de março de 1909. Criado num ambiente de roça, na Serra de Santana, próximo a Assaré , seu pai morrera quando tinha apenas oito anos legando aos seus filhos Antônio, José, Pedro, Joaquim, e Maria o ofício da enxada, "arrastar cobra pros pés" , como se diz no sertão.
A sua vocação de poeta, cantador da existência e cronista das mazelas do mundo despertou cedo, aos cinco anos já exercitava seu versejar. A mesma infância que lhe testemunhou os primeiros versos presenciaria a perda da visão direita, em decorrência de uma doença, segundo ele, chamada "mal d'olhos".
Sua verve poética serviu vassala a denunciar injustiças sociais, propagando sempre a consciência e a perseverança do povo nordestino que sobrevive e dá sinais de bravura ao resistir ao condições climáticas e políticas desfavoráveis. A esse fato se refere a estrofe da música Cabra da Peste:
"Eu sou de uma terra que o povo padeceMas não esmorece e procura vencer.Da terra querida, que a linda caboclaDe riso na boca zomba no sofrêNão nego meu sangue, não nego meu nome.Olho para a fome , pergunto: que há ?Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,Sou cabra da Peste, sou do Ceará."
Embora tivesse facilidade para fazer versos desde menino, a Patativa do município de Assaré, no Vale do Cariri, nunca quis ganhar a vida em cima do seu dom de poeta. Mesmo tendo feito shows pelo Sul do país, quando foi mostrado ao grande público por Fagner em finais da década de 70, até hoje se considera o mesmo camponês humilde e mora no mesmo torrão natal onde nasceu, no seu pedaço de terra na Serra de Santana.
Do Vale do Cariri, que com-preende o Sul do Ceará e parte Oeste da Paraíba, muitas famílias migraram para outras regiões do Brasil. A própria família Gonçalves , da qual faz parte o poeta, se largou do Crato , de Assaré e circunvizinhan-ças para o Sul da Bahia, em busca do dinheiro fácil do cacau, nas décadas de 20 e 30.Seus livros foram publicados ocasionalmente por pesquisadores e músicos amigos e, parceria com pequenos selos tipográficos e hoje são relíquias para os colecionadores da literatura nordestina.






Vida e obras




Dedicou sua vida a produção de cultura popular (voltada para o povo marginalizado e oprimido do sertão nordestino). Com uma linguagem simples, porém poética, destacou-se como compositor, improvisador e poeta. Produziu também literatura de cordel, porém nunca se considerou um cordelista.Sua vida na infância foi marcada por momentos difíceis. Nasceu numa família de agricultores pobres e perdeu a visão de um olho. O pai morreu quando tinha oito anos de idade. A partir deste momento começou a trabalhar na roça para ajudar no sustento da família.Foi estudar numa escola local com doze anos de idade, porém ficou poucos meses nos bancos escolares. Nesta época, começou a escrever seus próprios versos e pequenos textos. Ganhou da mãe uma pequena viola aos dezesseis anos de idade. Muito feliz, passou a escrever e cantar repentes e se apresentar em pequenas festas da cidade.Ganhou o apelido de Patativa, uma alusão ao pássaro de lindo canto, quando tinha vinte anos de idade. Nesta época, começou a viajar por algumas cidades nordestinas para se apresentou como violeiro. Cantou também diversas vezes na rádio Araripe. No ano de 1956, escreveu seu primeiro livro de poesias “Inspiração Nordestina”. Com muita criatividade, retratou aspectos culturais importantes do homem simples do Nordeste. Após este livro, escreveu outros que também fizeram muito sucesso. Ganhou vários prêmios e títulos por suas obras.Patativa do Assaré faleceu no dia 8 de julho de 2002 em sua cidade natal.Livros· Inspiração Nordestina - 1956· Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa -1967· Cante Lá que Eu Canto Cá - 1978· Ispinho e Fulô - 1988· Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré - 1991· Cordéis - 1993· Aqui Tem Coisa - 1994· Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré - 2000· Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré - 2001· Ao pé da mesa – 2001Poemas mais conhecidos· A Triste Partida · Cante Lá que eu Canto Cá · Coisas do Rio de Janeiro · Meu Protesto · Mote/Glosas · Peixe · O Poeta da Roça · Apelo dum Agricultor · Se Existe Inferno · Vaca estrela e Boi Fubá · Você e Lembra? · Vou Vorá






Eu sou de uma terra que o povo padece Mas não esmorece e procura vencer. Da terra querida, que a linda cabocla De riso na boca zomba no sofrer Não nego meu sangue, não nego meu nome Olho para a fome, pergunto o que há? Eu sou brasileiro, filho do Nordeste, Sou cabra da Peste, sou do Ceará.Patativa do Assaré